“Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta”  Albert Einstein

Por: Maria de Medeiros feat; Legendary TigerMan

Versão Original: Nancy Sinatra (1966)

 

 

“You keep saying you got something for me
Something you call love but confess
You’ve been a’messin’ where you shouldn’t ‘ve been a’messin’
And now someone else is getting all your best
Well, these boots are made for walking, and that’s just what they’ll do
One of these days these boots are gonna walk all over you

You keep lyin’ when you oughta be truthin’
You keep losing when you oughta not bet
You keep samin’ when you oughta be a’changin’
What’s right is right but you ain’t been right yet
These boots are made for walking, and that’s just what they’ll do
One of these days these boots are gonna walk all over you

You keep playing where you shouldn’t be playing
And you keep thinking that you’ll never get burnt

Well, I’ve just found me a brand new box of matches

And what he knows you ain’t had time to learn
These boots are made for walking, and that’s just what they’ll do
One of these days these boots are gonna walk all over you

Are you ready, boots?
Start walkin’”

… of the darkness?!

“You’re just too good to be true.
Can’t keep my eyes off you.
You feel like heaven to touch.
I wanna hold you so much.
At long last love has arrived
And I thank God I’m alive.
You’re just too good to be true.
Can’t take my eyes off you.

Pardon the way that I stare.
There’s nothing else to compare.
The sight of you makes me weak.
There are no words left to speak,
But if you feel like I feel,
Please let me know that it’s real.
You’re just too good to be true.
Can’t take my eyes off you.

I love you, baby,
And if it’s quite alright,
I need you, baby,
To warm the lonely nights.
I love you, baby.
Trust in me when I say:
Oh, pretty baby,
Don’t bring me down, I pray.
Oh pretty baby,
Now that I found you, stay
And let me love you, baby.
Let me love you.

You’re just too good to be true.
Can’t keep my eyes off of you.
You feel like heaven to touch.
I wanna hold you so much.
At long last love has arrived
And I thank God I’m alive.
You’re just too good to be true.
Can’t take my eyes off of you.

I love you baby,
And if it’s quite alright,
I need you, baby,
To warm the lonely nights.
I love you, baby.
Trust in me when I say:
Oh, pretty baby,
Don’t bring me down, I pray.
Oh pretty baby,
Now that I found you stay
And let me love you, baby.
Let me love you…”

“…The touch of your hand says
You’ll catch me
Whenever I fall…”

 

 

É um espirito, é apenas uma época, mas é sobretudo nesta altura que a humanidade tem o coração no sitio certo…

Bom Natal!

 

Quatro meses depois de partires…

Continuas presente!

Dizer-te adeus  não acalma a dor nem as saudades

Fazes-me falta…

 

“Como dizia o poeta

Quem já passou por essa vida e não viveu

Pode ser mais, mas sabe menos do que eu

Porque a vida só se dá pra quem se deu

Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu

Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não

Não há mal pior do que a descrença

Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão

Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair

Pra que somar se a gente pode dividir

Eu francamente já não quero nem saber

De quem não vai porque tem medo de sofrer

Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão

Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não”

Vinicius de Moraes

 

 

“Eu te amo porque te amo
não precisa ser amante
e nem sempre sabe sê-lo
Eu te amo porque te amo
Amor é estado de graça
e com amor não se paga
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo
Amor é primo da morte
e da morte vencedor
Por mais que o matem(e matam)
a cada instante de amor.
       
Carlos Drummond de Andrade

 

Nada de especial, em ouvir lamentos perante uma ou outra adversidade…

Nada de especial, na vitimização  que surge após uma quantidade significativa de infortúnios…

Nada de especial, na queixa e auto comiseração…

Desde que… devidamente sensatas e equilibradas!

O ser humano, queixa-se, lamenta-se, insurge-se contra a injustiça, revolta-se, chora, grita, duvida, etc… Mas tem também, a fantástica capacidade de se erguer, de agarrar a vida com fulgor, de renascer das cinzas, todas as vezes que forem necessárias!

Ou…

Será esse, um estado de alma, presente em apenas alguns afortunados? Existirá essa competência, dentro de alguns em detrimento de outros, fracos e desprovidos de atitude e coragem, que apenas tremem as pernas, ao invés de caminhar seguros em frente, porque não se pode permanecer no mesmo lugar?! 

Somos feitos de diferentes matérias, mas temos todos ao nosso alcance, as ferramentas e recursos necessários á mudança! Esta, far-se-á por impulso ou gradualmente, dependendo das circunstâncias, motivação, decisão e/ou coragem, mas… é imperativa!

Se assim não acontecer, a pessoa será vitima… dela própria!

“A vida contrai-se e expande-se proporcionalmente à coragem do indivíduo”   Anais Nin

Pintura de Salvador Dali, editada a preto e branco

 

“ ”Vem por aqui” — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: “vem por aqui!”
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali…
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos…
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: “vem por aqui!”?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí…
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?…
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos…

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios…
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios…
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: “vem por aqui”!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou…
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!”

José Régio

 

F* a convenção, presunção e a religião

F* a aparência, incongruência e a maledicência

F* a intolerância, ganância e a arrogância

F* o racismo, histerismo e o oportunismo

F* a ruindade, falsidade e mediocridade

 

 

De um trago apenas, sorvo o ar que me sopras

Estico a mão, teço a teia e lanço-a a ti

Trepo pelo teu corpo, indiferente aos protestos…

Não me importo!

Emaranho-te no viscoso dos laços e prendo-te!

Sou predadora porque és caça vulnerável…

Sem esforço, alcanço-te…

Mas… não te quero!

 

 

*Coração em crioulo

 

180º

 

Não te quero senão porque te quero,
e de querer-te a não te querer chego,
e de esperar-te quando não te espero,
passa o meu coração do frio ao fogo.
Quero-te só porque a ti te quero,
Odeio-te sem fim e odiando te rogo,
e a medida do meu amor viajante,
é não te ver e amar-te,
como um cego.

Tal vez consumirá a luz de Janeiro,
seu raio cruel meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego,
nesta história só eu me morro,
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero amor,
a sangue e fogo.

Pablo Neruda

Rua Sésamo

 

 

A Rua Sésamo faz  anos!

O Poupas e C& da minha infância, cujas aventuras acompanhava religiosamente, estão de parabéns! 

Já um pouco remota na minha memória, esta noticía trouxe-me, no entanto, um doce revivalismo…

Skunk Anansie – Brazen (Weep)

nuvens

Por vezes sinto-me assim…

A caminhar em nuvens azuis e brancas sob prados verdes em montes alentejanos…

Só ás vezes…

Qual lirismo romântico, porém estéril, mas que  me suscita altos voos…