É um espirito, é apenas uma época, mas é sobretudo nesta altura que a humanidade tem o coração no sitio certo…
Bom Natal!
É um espirito, é apenas uma época, mas é sobretudo nesta altura que a humanidade tem o coração no sitio certo…
Bom Natal!

“Como dizia o poeta
Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Não há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão
Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não”
Vinicius de Moraes

| “Eu te amo porque te amo | ||
| não precisa ser amante | ||
| e nem sempre sabe sê-lo | ||
| Eu te amo porque te amo | ||
| Amor é estado de graça | ||
| e com amor não se paga | ||
| Amor é dado de graça, | ||
| é semeado no vento, | ||
| na cachoeira, no eclipse | ||
| Amor foge a dicionários | ||
| e a regulamentos vários | ||
| Eu te amo porque não amo | ||
| bastante ou demais a mim | ||
| Porque amor não se troca, | ||
| não se conjuga nem se ama | ||
| Porque amor é amor a nada, | ||
| feliz e forte em si mesmo | ||
| Amor é primo da morte | ||
| e da morte vencedor | ||
| Por mais que o matem(e matam) | ||
| a cada instante de amor. | ||
| Carlos Drummond de Andrade | ||

Nada de especial, em ouvir lamentos perante uma ou outra adversidade…
Nada de especial, na vitimização que surge após uma quantidade significativa de infortúnios…
Nada de especial, na queixa e auto comiseração…
Desde que… devidamente sensatas e equilibradas!
O ser humano, queixa-se, lamenta-se, insurge-se contra a injustiça, revolta-se, chora, grita, duvida, etc… Mas tem também, a fantástica capacidade de se erguer, de agarrar a vida com fulgor, de renascer das cinzas, todas as vezes que forem necessárias!
Ou…
Será esse, um estado de alma, presente em apenas alguns afortunados? Existirá essa competência, dentro de alguns em detrimento de outros, fracos e desprovidos de atitude e coragem, que apenas tremem as pernas, ao invés de caminhar seguros em frente, porque não se pode permanecer no mesmo lugar?!
Somos feitos de diferentes matérias, mas temos todos ao nosso alcance, as ferramentas e recursos necessários á mudança! Esta, far-se-á por impulso ou gradualmente, dependendo das circunstâncias, motivação, decisão e/ou coragem, mas… é imperativa!
Se assim não acontecer, a pessoa será vitima… dela própria!
“A vida contrai-se e expande-se proporcionalmente à coragem do indivíduo” Anais Nin

Pintura de Salvador Dali, editada a preto e branco
“ ”Vem por aqui” — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: “vem por aqui!”
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali…
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos…
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: “vem por aqui!”?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí…
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?…
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos…
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios…
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios…
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: “vem por aqui”!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou…
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!”
José Régio

F* a convenção, presunção e a religião
F* a aparência, incongruência e a maledicência
F* a intolerância, ganância e a arrogância
F* o racismo, histerismo e o oportunismo
F* a ruindade, falsidade e mediocridade