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… uma princesa!

Princesa Sofia!

[Por palavras não escrevo o que o sentimento clama!

Digo-te apenas a ti, S.,  que desejo o melhor… tal como o desejo, para outro pequeno principe…]

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“Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença entre dar a mão e acorrentar a alma. E aprendes que amar não significa apoiar-se e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contractos e presentes não são promessas. Acabas por aceitar as derrotas com cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprendes a construir todas as tuas estradas de hoje, porque o terreno do amanha é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair ao meio em vão. Depois de algum tempo aprendes que o sol te queima se te expuseres a ele por muito tempo. Aprendes que não importa o quanto tu te importas, simplesmente porque algumas pessoas se importam… E aceitas que, apesar da bondade que reside numa pessoa, ela poderá ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso. Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se levam anos para se construir a confiança e apenas segundos para destruí-la, e que poderás fazer coisas das quais te arrependerás para o resto da vida. Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer, mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que tens na vida, mas quem tens na vida. E que bons amigos são a família que nos permitem escolher. Aprendes que não temos que mudar de amigos se compreendermos que os amigos mudam, percebes que o teu melhor amigo e tu podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobres que as pessoas com quem mais te importas são tiradas da tua vida muito depressa, por isso devemos sempre despedir-nos das pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a ultima vez que as vejamos. Aprendes que as circunstâncias e os ambientes têm influência em nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começas a aprender que não te deves comparar com os outros, mas com o melhor que podes ser. Descobres que se leva muito tempo para nos tornarmos na pessoa que se quer ser, e que o tempo é curto. Aprendes que, ou controlas os teus actos ou eles te controlarão e que ser flexível nem sempre significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja a situação, existem sempre dois lados. Aprendes que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências. Aprendes que paciência requer muita prática, descobres que algumas vezes, a pessoa que esperas que te empurre, quando cais, é uma das poucas, que te ajuda a levantar. Aprendes que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que tiveste e o que aprendeste com elas, do que com quantos aniversários comemoraste. Aprendes que há mais dos teus pais em ti do que supunhas. Aprendes que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são disparates; poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobres que só porque alguém não te ama da formas como desejas, não significa que esse alguém não te ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém; algumas vezes tens que aprender a perdoar-te a ti mesmo. Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, poderás em algum momento ser condenado. Aprendes que não importa em quantos pedaços o teu coração foi partido; o mundo não pára para que tu o consertes. Aprendes que o tempo não é algo que se possa voltar para trás. Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperares que alguém te traga flores. E aprendes que realmente podes suportar mais… Que és realmente forte, e que podes ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que tu tens valor perante a vida! As nossas dúvidas são traidoras e fazem-nos perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.”

William Shakespeare

… to me

… ver o sol beijar o mar…

 

“Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta”  Albert Einstein

Por: Maria de Medeiros feat; Legendary TigerMan

Versão Original: Nancy Sinatra (1966)

 

 

“You keep saying you got something for me
Something you call love but confess
You’ve been a’messin’ where you shouldn’t ‘ve been a’messin’
And now someone else is getting all your best
Well, these boots are made for walking, and that’s just what they’ll do
One of these days these boots are gonna walk all over you

You keep lyin’ when you oughta be truthin’
You keep losing when you oughta not bet
You keep samin’ when you oughta be a’changin’
What’s right is right but you ain’t been right yet
These boots are made for walking, and that’s just what they’ll do
One of these days these boots are gonna walk all over you

You keep playing where you shouldn’t be playing
And you keep thinking that you’ll never get burnt

Well, I’ve just found me a brand new box of matches

And what he knows you ain’t had time to learn
These boots are made for walking, and that’s just what they’ll do
One of these days these boots are gonna walk all over you

Are you ready, boots?
Start walkin’”

… of the darkness?!

“You’re just too good to be true.
Can’t keep my eyes off you.
You feel like heaven to touch.
I wanna hold you so much.
At long last love has arrived
And I thank God I’m alive.
You’re just too good to be true.
Can’t take my eyes off you.

Pardon the way that I stare.
There’s nothing else to compare.
The sight of you makes me weak.
There are no words left to speak,
But if you feel like I feel,
Please let me know that it’s real.
You’re just too good to be true.
Can’t take my eyes off you.

I love you, baby,
And if it’s quite alright,
I need you, baby,
To warm the lonely nights.
I love you, baby.
Trust in me when I say:
Oh, pretty baby,
Don’t bring me down, I pray.
Oh pretty baby,
Now that I found you, stay
And let me love you, baby.
Let me love you.

You’re just too good to be true.
Can’t keep my eyes off of you.
You feel like heaven to touch.
I wanna hold you so much.
At long last love has arrived
And I thank God I’m alive.
You’re just too good to be true.
Can’t take my eyes off of you.

I love you baby,
And if it’s quite alright,
I need you, baby,
To warm the lonely nights.
I love you, baby.
Trust in me when I say:
Oh, pretty baby,
Don’t bring me down, I pray.
Oh pretty baby,
Now that I found you stay
And let me love you, baby.
Let me love you…”

“…The touch of your hand says
You’ll catch me
Whenever I fall…”

 

 

É um espirito, é apenas uma época, mas é sobretudo nesta altura que a humanidade tem o coração no sitio certo…

Bom Natal!

 

Quatro meses depois de partires…

Continuas presente!

Dizer-te adeus  não acalma a dor nem as saudades

Fazes-me falta…

 

“Como dizia o poeta

Quem já passou por essa vida e não viveu

Pode ser mais, mas sabe menos do que eu

Porque a vida só se dá pra quem se deu

Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu

Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não

Não há mal pior do que a descrença

Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão

Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair

Pra que somar se a gente pode dividir

Eu francamente já não quero nem saber

De quem não vai porque tem medo de sofrer

Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão

Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não”

Vinicius de Moraes

 

 

“Eu te amo porque te amo
não precisa ser amante
e nem sempre sabe sê-lo
Eu te amo porque te amo
Amor é estado de graça
e com amor não se paga
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo
Amor é primo da morte
e da morte vencedor
Por mais que o matem(e matam)
a cada instante de amor.
       
Carlos Drummond de Andrade

 

Nada de especial, em ouvir lamentos perante uma ou outra adversidade…

Nada de especial, na vitimização  que surge após uma quantidade significativa de infortúnios…

Nada de especial, na queixa e auto comiseração…

Desde que… devidamente sensatas e equilibradas!

O ser humano, queixa-se, lamenta-se, insurge-se contra a injustiça, revolta-se, chora, grita, duvida, etc… Mas tem também, a fantástica capacidade de se erguer, de agarrar a vida com fulgor, de renascer das cinzas, todas as vezes que forem necessárias!

Ou…

Será esse, um estado de alma, presente em apenas alguns afortunados? Existirá essa competência, dentro de alguns em detrimento de outros, fracos e desprovidos de atitude e coragem, que apenas tremem as pernas, ao invés de caminhar seguros em frente, porque não se pode permanecer no mesmo lugar?! 

Somos feitos de diferentes matérias, mas temos todos ao nosso alcance, as ferramentas e recursos necessários á mudança! Esta, far-se-á por impulso ou gradualmente, dependendo das circunstâncias, motivação, decisão e/ou coragem, mas… é imperativa!

Se assim não acontecer, a pessoa será vitima… dela própria!

“A vida contrai-se e expande-se proporcionalmente à coragem do indivíduo”   Anais Nin

Pintura de Salvador Dali, editada a preto e branco

 

” “Vem por aqui” — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: “vem por aqui!”
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali…
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos…
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: “vem por aqui!”?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí…
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?…
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos…

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios…
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios…
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: “vem por aqui”!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou…
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!”

José Régio

 

F* a convenção, presunção e a religião

F* a aparência, incongruência e a maledicência

F* a intolerância, ganância e a arrogância

F* o racismo, histerismo e o oportunismo

F* a ruindade, falsidade e mediocridade

 

 

De um trago apenas, sorvo o ar que me sopras

Estico a mão, teço a teia e lanço-a a ti

Trepo pelo teu corpo, indiferente aos protestos…

Não me importo!

Emaranho-te no viscoso dos laços e prendo-te!

Sou predadora porque és caça vulnerável…

Sem esforço, alcanço-te…

Mas… não te quero!

 

 

*Coração em crioulo

 

180º

 

Não te quero senão porque te quero,
e de querer-te a não te querer chego,
e de esperar-te quando não te espero,
passa o meu coração do frio ao fogo.
Quero-te só porque a ti te quero,
Odeio-te sem fim e odiando te rogo,
e a medida do meu amor viajante,
é não te ver e amar-te,
como um cego.

Tal vez consumirá a luz de Janeiro,
seu raio cruel meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego,
nesta história só eu me morro,
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero amor,
a sangue e fogo.

Pablo Neruda