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Monthly Archives: Julho 2009

Novo Apresentação do Microsoft Office PowerPointII

 

Recentemente, vi uma reportagem numa televisão nacional, a propósito de um “estudo”para verificar a necessidade de se criarem centros de cuidados paliativos para crianças. Os entrevistados, (especialistas de pediatria em várias valências) uniram vozes para deixar claro, que assim como nos adultos, há crianças com doenças raras, genéticas e/ou degenerativas, que merecem e devem receber cuidados suplementares, prestados por equipas multi-disciplinares, que lhes faculte alguma qualidade de vida e o controlo da dor, (porque muitos deles têm dor agonizante) enquanto lutam pela vida…

Até que, a/o jornalista afirma que o director clínico do Hospital Pediátrico de Coimbra (cujos funcionários, na sua maioria, merecem todo o meu respeito) se escusou de dar entrevista, não deixando porém, de dizer o seguinte;” Não vejo necessidade de cuidados paliativos para crianças, pois estas, ou curam-se ou morrem”.

Ora eu, que fiquei estarrecida a olhar para a televisão, acho que depois disto, afirmado por alguém que gere um hospital pediátrico, cujo interesse maior deve ser o empenho e esmero nos cuidados e tratamentos prestados aos utentes, fico confusa… Não sei me apetece despoletar a minha melhor(pior) faceta de psicopata, se me apetece fugir… Mixed feelings…

Aparentemente, para este senhor, se a criança não se cura nem morre, deve ser ignorada… azar o dela… Nada de meio-termo! Nada de desempenhar o nosso papel de cidadãos e/ou governo e utilizar o dinheiro que pagamos de impostos da melhor forma! Nada disso! Deve ser sujeita á nossa (deles, dos que pensam de igual forma) indiferença e aguardar pacientemente, pois claro, que a morte a acerque, depois de ter sofrido, física e psicologicamente durante todo o penoso processo!

Se acreditasse  num Deus todo-poderoso, diria: Ele castiga! E castigar-te-á cá na terra!

Não é uma previsão, é um desejo!

 

 

 

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… E os olhos pousam nos recantos escondidos da alma

 E a alma molha-se na chuva outonal, rodopiando e erguendo a face nua

 E a face vira-se e escuta o choro lânguido dos passos que se arrastam

E os passos acuam no sublime caminho do pensamento

E o pensamento livre, fustiga os sentidos e desvanece as exéquias do carácter…

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Sempre me fez confusão, porque raio a noite e o dia me fazem ter ideias tão opostas e contraditórias!

Se à noite julgo que farei isto e aquilo, na manhã seguinte tudo se desvanece dando lugar aos habituais mixed feelings, e por consequência, o que decidi passa de um estado coerente e sóbrio para alarmista e radical!

Hoje de manhã, lamento que alguns organismos públicos encerrem durante a noite!

 

“Poison”

 

“Whiskey”

 

“Whiskey”

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“Serei tudo o que disserem
por inveja ou negação:
cabeçudo dromedário
fogueira de exibição
teorema corolário
poema de mão em mão
lãzudo publicitário
malabarista cabrão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!

Os que entendem como eu
as linhas com que me escrevo
reconhecem o que é meu
em tudo quanto lhes devo:
ternura como já disse
sempre que faço um poema;
saudade que se partisse
me alagaria de pena;
e também uma alegria
uma coragem serena
em renegar a poesia
quando ela nos envenena.

Os que entendem como eu
a força que tem um verso
reconhecem o que é seu
quando lhes mostro o reverso:

Da fome já não se fala
– é tão vulgar que nos cansa –
mas que dizer de uma bala
num esqueleto de criança?

Do frio não reza a história
– a morte é branda e letal –
mas que dizer da memória
de uma bomba de napalm?

E o resto que pode ser
o poema dia a dia?
– Um bisturi a crescer
nas coxas de uma judia;
um filho que vai nascer
parido por asfixia?!
– Ah não me venham dizer
que é fonética a poesia!

Serei tudo o que disserem
por temor ou negação:
Demagogo mau profeta
falso médico ladrão
prostituta proxeneta
espoleta televisão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!”

Ary dos Santos

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“É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem saber ver.”

Gabriel Garcia Marquez