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orquidea

 

Quase diariamente, despedi-me… Devagar, com o coração partido, triste mas conformada

Quando me disseram que tinhas partido, tive uma reacção estranha, quase insípida, quase desnuda de sentimento

Depois… depois, apercebi-me que o adeus seria para sempre, não te voltaria a ver!

O meu egoísmo quer-te aqui! A minha razão deixa-te ir…

Conheço-te desde sempre… Dentro de mim, viverás para sempre!

Deixas-me na memória a tua força de vontade, a garra de viver, os silêncios prolongados e o olhar perscrutador, mas doce… Deixas-me no ouvido as palavras duras de quem me quer bem… Deixas-me tanto, que tenho dificuldade em te deixar ir… mas, vai… porque aqui, junto a mim, ocupas uma segunda cadeira, neste espaço intimo e sagrado que só a mim pertence!

Lamento não te ter dito, nunca, o que significavas para mim! Tenho esta dificuldade, desculpa! Mas significavas tanto! Tanto…Por isso me dói profundamente, por isso chorei copiosamente a tua partida, por isso ainda me ocorrem lágrimas quando me lembro que te apartaste…

Prometo, que tentarei apenas pensar nos risos e brincadeiras, nos almoços e festas, na companhia que tanta saudade me faz… prometo, que tentarei apenas pensar nos momentos bons…

Lembrar-me-ei de ti… sempre…

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