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Category Archives: Estados de espiríto

saudade

… que tenho de ti?!

Correntes

 

“O primeiro grau do heroísmo é vencer o medo ”  G.P.Bona

“É melhor sofrer o pior agora do que viver no eterno medo dele” Júlio César 

being bored 

 

A pseudo-perfeição que serve de alvitre para a colocação de textos e afins em blogues, entedia-me de morte!

Deve ser da idade! Depois dos 30, há mais dificuldade e menos pachorra, para blá, blá, blás sem substância nem constância!

Boring!…

 

 

 

“As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir…”

fragmentos

 

 

Parte-se o bule, derrama-se o líquido, inala-se a fragrância que ferve e limpam-se os fragmentos quentes espalhados no ocaso.

No alvor, fita-se o brilho de uma ametista em bruto e inicia-se o arrife no trilho difícil que se avizinha.

Tropeçando aqui e ali, avança-se hesitante na sombra do bem e do mal, colhendo suores cansados e risos perdidos.

Depois de encetada a caminhada numa vereda estreita, não há recuo passível de se considerar; ou se segue incólume de pensamentos trôpegos e sem vigor ou, a silhueta de um plano tangível mancha o percurso, oferecendo angústias ao indolente peregrino.

cortina

 

 

“Leve, como uma coisa que começasse, a maresia da brisa pairou sobre o Tejo e espalhou-se sujamente pelos princípios da Baixa. Nauseava frescamente, num torpor frio de mar morto. Senti a vida no estômago, e o olfacto tornou-se-me uma coisa por detrás dos olhos.  Altas, pousavam em nada nuvens ralas, rolos, num cinzento a desmoronar-se para branco falso. A atmosfera era de uma ameaça de céu cobarde, como a de uma trovoada inaudível, feita de ar somente.

Havia estagnação no próprio voo das gaivotas; pareciam coisas mais leves que o ar, deixadas nele por alguém. Nada abafava. A tarde caía num desassossego nosso; o ar refrescava intermitentemente.

Pobres das esperanças que tenho tido, saídas da vida que tenho tido de ter! São como esta hora e este ar, névoas sem névoa, alinhavos rotos de tormenta falsa. Tenho vontade de gritar, para acabar com a paisagem e a meditação. Mas há maresia no meu propósito, e a baixa-mar em mim deixou descoberto o negrume lodoso que está ali fora e não vejo senão pelo cheiro.

Tanta inconsequência em querer bastar-me! Tanta consciência sarcástica das sensações supostas! Tanto enredo da alma com as sensações, dos pensamentos com o ar e o rio, para dizer que me dói a vida no olfacto e na consciência, para não saber dizer, como na frase simples e ampla do livro de Job, “Minha alma está cansada de minha vida!””

 

in Livro do Desassossego, Bernardo Soares ( het.Fernando Pessoa)

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Sempre me fez confusão, porque raio a noite e o dia me fazem ter ideias tão opostas e contraditórias!

Se à noite julgo que farei isto e aquilo, na manhã seguinte tudo se desvanece dando lugar aos habituais mixed feelings, e por consequência, o que decidi passa de um estado coerente e sóbrio para alarmista e radical!

Hoje de manhã, lamento que alguns organismos públicos encerrem durante a noite!

 

“Poison”

 

“Whiskey”

 

“Whiskey”

zen

 

“É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem saber ver.”

Gabriel Garcia Marquez

Sem título

 

 

Gostava de acordar e perceber que o jogo avançou para o patamar seguinte…

Gostava de ser como o Super Mário, que na luta com os dragões e suas bolas de fogo, parte os tijolos, pula os muros, ganha vidas extras e passa de nível…

A luta de David contra Golias!

Lamento bastante, ver sofrer quem gosto. Perceber que não se trata de fingimento; que é um sofrer real, dilacerante, e que devagarinho as trevas se apossaram da sua mente, não permitindo qualquer raio de lucidez e discernimento atravessar o seu espírito! Perceber que a avalanche emocional que a pessoa vive se despoletou por minha causa/efeito!

Simultaneamente tenho noção, que provavelmente a maioria das pessoas não se compadecia com os comportamentos/consequências de que tenho sido alvo, no entanto toda a paciência, que julgo esgotar-se amanhã, tem ajudado a suportar…

Aguardo ansiosa pelo dia, em que tudo isto me parecerá longínquo… Almejo o dia, que perceberei que tão cruéis emoções se desvaneceram, dando lugar a uma cordial convivência ( a preservar por uma razão MAIOR)…

Um palmo á frente do meu nariz, para que o seu odor não se apague na minha memória, está esse dia…

 

 

 

 

 

 

“Quem sabe eu ainda sou uma garotinha
Esperando o ônibus da escola sozinha
Cansada com minhas meias três quartos
Rezando baixo pelos cantos
Por ser uma menina má
Quem sabe o príncipe virou um chato
Que vive dando no meu saco
Quem sabe a vida é não sonhar”

 

Cassia Eller, cuja vida foi percorrida com intensidade… cuja ausência faz sentir saudades…

 

 

 

 

 

 

 

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Deixa-me só…

Assim… aqui!

Envolta no meu véu de organza, enquanto aguardo que te vás…

Dá-me espaço

Dá-me tempo

Evita as palavras… Oferece -me silêncio

Vai… Sem olhar para trás!…

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Quanta raiva se poderá sentir sem maltratar a nossa índole?