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Category Archives: Passos

… to me

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Nada de especial, em ouvir lamentos perante uma ou outra adversidade…

Nada de especial, na vitimização  que surge após uma quantidade significativa de infortúnios…

Nada de especial, na queixa e auto comiseração…

Desde que… devidamente sensatas e equilibradas!

O ser humano, queixa-se, lamenta-se, insurge-se contra a injustiça, revolta-se, chora, grita, duvida, etc… Mas tem também, a fantástica capacidade de se erguer, de agarrar a vida com fulgor, de renascer das cinzas, todas as vezes que forem necessárias!

Ou…

Será esse, um estado de alma, presente em apenas alguns afortunados? Existirá essa competência, dentro de alguns em detrimento de outros, fracos e desprovidos de atitude e coragem, que apenas tremem as pernas, ao invés de caminhar seguros em frente, porque não se pode permanecer no mesmo lugar?! 

Somos feitos de diferentes matérias, mas temos todos ao nosso alcance, as ferramentas e recursos necessários á mudança! Esta, far-se-á por impulso ou gradualmente, dependendo das circunstâncias, motivação, decisão e/ou coragem, mas… é imperativa!

Se assim não acontecer, a pessoa será vitima… dela própria!

“A vida contrai-se e expande-se proporcionalmente à coragem do indivíduo”   Anais Nin

cegueira

 

 

Cada vez mais convencida,  que não conhecemos bem as pessoas no prólogo mas nos últimos capítulos, pergunto-me, porque tendencialmente somos tentados a evidenciar o melhor de nós, mascarando ou mesmo escondendo, o nosso lado lunar…

Quando nos apaixonamos, a sedução baralha-nos os sentidos e se a pessoa exercer realmente um fascínio sobre nós, não vislumbramos os detalhes, nem observamos com real discernimento alguns sinais. Eles estão lá, mais ou menos velados, defronte do nosso olhar, prontos para serem reconhecidos… mas… se o click for accionado, não será um olhar mais hábil ou diligente, o detentor da capacidade de enviar um alerta ao cérebro, de forma a evitar o deslumbramento inerente ao encanto que a pessoa nos transmitiu!

O amor não é robótico! O amor não possui dispositivos on-off que possamos utilizar a nosso bel-prazer! O amor não é matéria! O amor não é dirigível!

O amor é psicossomático! O amor é pessoal e intransmissível!  O amor é incontrolável! O amor transcende todas as definições!

A carta

 

“Chega sempre a hora em que não basta apenas protestar: após a filosofia, a acção é indispensável ” – Victor Hugo

fragmentos

 

 

Parte-se o bule, derrama-se o líquido, inala-se a fragrância que ferve e limpam-se os fragmentos quentes espalhados no ocaso.

No alvor, fita-se o brilho de uma ametista em bruto e inicia-se o arrife no trilho difícil que se avizinha.

Tropeçando aqui e ali, avança-se hesitante na sombra do bem e do mal, colhendo suores cansados e risos perdidos.

Depois de encetada a caminhada numa vereda estreita, não há recuo passível de se considerar; ou se segue incólume de pensamentos trôpegos e sem vigor ou, a silhueta de um plano tangível mancha o percurso, oferecendo angústias ao indolente peregrino.

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… E os olhos pousam nos recantos escondidos da alma

 E a alma molha-se na chuva outonal, rodopiando e erguendo a face nua

 E a face vira-se e escuta o choro lânguido dos passos que se arrastam

E os passos acuam no sublime caminho do pensamento

E o pensamento livre, fustiga os sentidos e desvanece as exéquias do carácter…

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“É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem saber ver.”

Gabriel Garcia Marquez

Sem título

 

 

Gostava de acordar e perceber que o jogo avançou para o patamar seguinte…

Gostava de ser como o Super Mário, que na luta com os dragões e suas bolas de fogo, parte os tijolos, pula os muros, ganha vidas extras e passa de nível…

A luta de David contra Golias!

Lamento bastante, ver sofrer quem gosto. Perceber que não se trata de fingimento; que é um sofrer real, dilacerante, e que devagarinho as trevas se apossaram da sua mente, não permitindo qualquer raio de lucidez e discernimento atravessar o seu espírito! Perceber que a avalanche emocional que a pessoa vive se despoletou por minha causa/efeito!

Simultaneamente tenho noção, que provavelmente a maioria das pessoas não se compadecia com os comportamentos/consequências de que tenho sido alvo, no entanto toda a paciência, que julgo esgotar-se amanhã, tem ajudado a suportar…

Aguardo ansiosa pelo dia, em que tudo isto me parecerá longínquo… Almejo o dia, que perceberei que tão cruéis emoções se desvaneceram, dando lugar a uma cordial convivência ( a preservar por uma razão MAIOR)…

Um palmo á frente do meu nariz, para que o seu odor não se apague na minha memória, está esse dia…

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Parabéns meu Amor!

Desejo para ti o melhor do mundo!

Desejo com fervor que sejas feliz!

Desejo que os teus primeiros passos, te tragam o equilíbrio necessário a uma vida plena!

É por isso que me esforço, é por isso que decido, é por isso que vivo…

Desculpa, se as atitudes que tomo em teu nome também, mais tarde, ao invés da luz que almejo, deixe alguma sombra no teu percurso! Desculpa, se o que faço não é de todo, o que desejas que alguém faça por ti! Desculpa se penso, que ao decidir, decido também pelo teu bem-estar!

São estas as dúvidas de quem ama alguém mais que a si próprio… Muitas vezes, questiono o direito que tenho de usar o teu nome para seguir em frente! É uma responsabilidade cruel! Mas… é tão difícil decidir agora uma situação, que terá repercussão a tão longo prazo… Desculpa meu amor, mas neste momento, se há certeza que tenho, é que é o melhor para ti também!

 

Acima de tudo sorrio… porque existes! E é tão boa a tua existência!

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Deixa-me só…

Assim… aqui!

Envolta no meu véu de organza, enquanto aguardo que te vás…

Dá-me espaço

Dá-me tempo

Evita as palavras… Oferece -me silêncio

Vai… Sem olhar para trás!…

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Não quero um “amor” obsessivo! Prefiro que não me “amem”…

Confesso que não sou fã de Amália… Mas, este poema cantado na voz sublime de Sónia Tavares (vocalista de uma banda que adoro – The Gift) causa-me arrepios! No bom sentido…

Começando pelo objecto, metafórico mas não menos efectivo, a que se dedica a canção, que se dirige a uma gaivota, passando por olhares, aspirações e amores, este poema é um relato emocionado de alguém que deseja…

Exactamente o que sinto quando vejo uma gaivota a voar!

Desejo segui-la como o meu olhar, até ao último círculo do seu voo. Delicia-me o som das suas asas levantando da areia. O planar silencioso que faz no mar, causa-me um desejo ardente de nascer outra vez…

Desejo… Só por desejar!

Não!

Desejo, porque há limites a chegar, porque há metas a conquistar, porque há sonhos a cumprir!

Desejo que o amanhã chegue agora, e que o futuro seja já! Agora, não me interesso por preâmbulos, inícios vagarosos ou previdentes. Agora desejo sorver o momento, o minuto e expectar o assombro…

Desejo uma gaivota no ombro, uma nota no bolso, um filho pela mão e o destino neste instante…

Porque amanhã é muito longe…

 

Hey Tom
Do you know for how long I’ve been running to?
It’s time to go home
To rise the sun, to bring the truth
You want to make me cry
You want to watch me die
But you don’t have the strength
So come on, run with me
I wanna set you free
I need you to be strong

Somebody ask your name
It could be Jack or Jane
If you don’t have the clue
I’ll tell you what to do

Hey Tom
Do you know for how long am I loving you?
It’s time to move on
To give my heart to something new
I want to make you smile
I want to close your eyes
But I don’t have the strength
So come on, run with me
I wanna set you free
I need you to…

Tom and Jack and Jane in love
They haven’t enough in time to break
Jane and Jack and Tom will back
You hope you’re strong to forget
Jack and Tom I’ll make you strong
Tom and Jane where is your strength
Leave me, feed me, love me, want me
Take me to another place

Somebody ask your name
It could be Jack or Jane
If you don’t have the clue
I’ll tell you what to do

Somebody ask your name
It could be Jack or Jane
If you don’t have the clue
I’ll tell you what to do

 

 

 

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Falham-me as forças,

Falta-me o ar,

Ocorre-me um choro estéril e pálido…

Agarro-me com força para não pender, mas dobro os joelhos de cansaço.

Sinto a alma aos tombos e o coração em desalinho

Na mente… feras e monstros em voragem constante

Nos braços carrego o mundo e, os ombros lassos curvam insípidos…

Durante anos dormi á sombra… Hibernei numa caverna escura, com abnegação e lá permaneci…

Embrulhei-me na estupidez de me esquecer de mim, supri todas a falhas com a desculpa de não ser capaz, dizendo claramente que era mais forte que eu! Mais forte que a minha essência…

Como é que isso aconteceu? Quando aconteceu? Onde estava eu que não vi?

Hoje olho para trás e não percebo… Procuro explicar e não consigo!

Onde andei eu, este tempo todo? Onde me escondi? …

Se gritar bem alto, será que me ouço?…

O resgate de mim, não admite mais delongas, a natureza é mesmo assim…urge!

O vício dissipa-se numa aurora de açucenas cautelosas…

 O corpo despoja-se da mortalha fria e, enfrenta a tempestade…

Agora é tempo de redenção! Busco o vigor e a força escondidos, carrego-os nos ombros e estendo-os ao sol… Esse mesmo sol que me sujeitou à sombra, agora empresta-me esperanças diáfanas…

Vou tomar caipirinhas com os pés debaixo de água! Vou sacudir os cabelos na brisa do mar… Vou estender-me na relva como se não houvesse amanhã e trepar ao cume sem olhar para trás…

Vou entrar na caverna, erigir meu bastão de vontades e… ser feliz noutro destino qualquer…

… E o Grito do Ipiranga chegou!…

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Sou apaixonada por arquitecturas antigas …

 

Quando contemplo uma velha casa apetece-me entrar, explorar, desenhar os seus contornos e conceber cenários…

Adoro casas tipo coloniais, com alpendres extensos, acolhedores, que convidam a preguiça a sentar-se…

Gosto de apreciar as janelas emolduradas por pedras gastas, e imaginar rostos espreitando o entardecer…

Olho os seus jardins nus e tento voltar atrás… numa pintura preto e branco fantasio-os relvados, floridos e vibrantes…

 

Salto os muros altos da minha imaginação, percorro caminhos de folhas secas e invariavelmente projecto!

Desenho com fervor reconstruções, tapo frestas, paredes e vidros partidos e voo por telhados novos… Coloco a mobília no sítio, e um cheiro a café no ar…

 

Admiro a sorrir o desejo que fabrico, e nem percebo que, como a areia fina da praia, me cai por entre os dedos das mãos…  

Sem lamentos nem arrependimentos, agarro no lápis que a utopia me emprestou e guardo-o no bolso…

Sei que irei precisar dos seus riscos tortos no futuro…

 

 

 

 

 

escolhasi

 

 

 

Mudar é sentir

Mudar é agir, mesmo que doa!

Sacudir a poeira acumulada…

Mudar é fazer luto, chorar e por vezes duvidar

 

A mudança pode advir de um estado de espírito, nem sempre benévolo e indolente, que fica à espreita…

 

Uma existência trôpega e subserviente ao conformismo, é a crónica de uma morte anunciada, se se instalar num ser humano outrora vigilante.

 

A mudança é isso mesmo! É o terminu! É o passo em frente…  

 

… Alguns de nós, mais renitentes que outros, com mais ou menos coragem, mas que num rompante decidem! E num rompante porque o desígnio, esse, esteve sempre lá… A expectativa e a esperança corrompem a vontade de mudar e, obrigam-nos a permanecer em puro estado vegetativo, quando temos consciência do que há a fazer… Quando várias conjunturas se aliam e estendem os seus tentáculos, o adormecimento é mais prolongado, mas nem por isso, menos promitente. É a necessidade de resgatar a identidade que foi esquecida e, escondida num canto qualquer, que nos força à mudança, que nos desperta e no fundo, nos oferece a energia necessária a uma acção!

 

Thomas Mann  disse; “Trago em mim o germe, o início, a possibilidade para todas as capacidades e confirmações do mundo” , e eu descobri que assim é… Para que isso fosse possível, impeli-me a despertar…

 

Só depois acreditei…

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Sensações avulsas

Constantes ou…

Volúveis

Apelos externos, possantes, aliados

Alguém diz “crê”! E eu creio!

Creio ser capaz

E serei!

 

Fui Ente errante,

Residente da utopia

Crente

Entorpecido…

 

De quimeras me alimentei

Sorvi com fervor as palavras

Usurpei-as,

Tornando-as minhas!

 

Agora, a neblina dissipa-se…

O despertar surge!

E, a mágoa matinal

De mansinho me acerca

 

Espreito…

Nada vejo!

Luz, mapas ou tesouros!

 

No escuro procuro-me

E nada vejo!

Fulgores, caminhos ou graças!

 

Não obstante, Irei!

Porque aqui não posso ficar!

 

 

 

 

 

Pai

 

 

 

Ter um Pai ! É ter na vida

Uma luz por entre escolhos ;

É ter dois olhos no mundo

Que vêem pelos nossos olhos !

 

Ter um Pai ! Um coração

Que apenas amor encerra,

É ver Deus, no mundo vil,

É ter os céus cá na terra !

 

Ter um Pai ! Nunca se perde

Aquela santa afeição,

Sempre a mesma, quer o filho

Seja um santo ou um ladrão ;

 

Talvez maior, sendo infame

O filho que é desprezado

Pelo mundo ; pois um Pai

Perdoa ao mais desgraçado !

 

Ter um Pai ! Um santo orgulho

Pró coração que lhe quer

Um orgulho que não cabe

Num coração de mulher !

 

Embora ele seja imenso

Vogando pelo ideal,

O coração que me deste

Ó Pai bondoso é leal !

 

Ter um Pai ! Doce poema

Dum sonho bendito e santo

Nestas letras pequeninas,

Astros dum céu todo encanto !

 

Ter um Pai ! Os órfãozinhos

Não conhecem este amor !

Por mo fazer conhecer,

Bendito seja o Senhor !

                                                     FLORBELA ESPANCA

 

 

Something… to write about…

Something… to learn about…

 

Porque os passos que dei, até aqui me conduziram, e porque o caminho que percorri era incontornável…