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Rua Sésamo

 

 

A Rua Sésamo faz  anos!

O Poupas e C& da minha infância, cujas aventuras acompanhava religiosamente, estão de parabéns! 

Já um pouco remota na minha memória, esta noticía trouxe-me, no entanto, um doce revivalismo…

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Skunk Anansie – Brazen (Weep)

nuvens

Por vezes sinto-me assim…

A caminhar em nuvens azuis e brancas sob prados verdes em montes alentejanos…

Só ás vezes…

Qual lirismo romântico, porém estéril, mas que  me suscita altos voos…

saudade

… que tenho de ti?!

Correntes

 

“O primeiro grau do heroísmo é vencer o medo ”  G.P.Bona

“É melhor sofrer o pior agora do que viver no eterno medo dele” Júlio César 

being bored 

 

A pseudo-perfeição que serve de alvitre para a colocação de textos e afins em blogues, entedia-me de morte!

Deve ser da idade! Depois dos 30, há mais dificuldade e menos pachorra, para blá, blá, blás sem substância nem constância!

Boring!…

 

boca do inferno

 

tem boca!  E existe! Aqui na terra! É o limite…

cegueira

 

 

Cada vez mais convencida,  que não conhecemos bem as pessoas no prólogo mas nos últimos capítulos, pergunto-me, porque tendencialmente somos tentados a evidenciar o melhor de nós, mascarando ou mesmo escondendo, o nosso lado lunar…

Quando nos apaixonamos, a sedução baralha-nos os sentidos e se a pessoa exercer realmente um fascínio sobre nós, não vislumbramos os detalhes, nem observamos com real discernimento alguns sinais. Eles estão lá, mais ou menos velados, defronte do nosso olhar, prontos para serem reconhecidos… mas… se o click for accionado, não será um olhar mais hábil ou diligente, o detentor da capacidade de enviar um alerta ao cérebro, de forma a evitar o deslumbramento inerente ao encanto que a pessoa nos transmitiu!

O amor não é robótico! O amor não possui dispositivos on-off que possamos utilizar a nosso bel-prazer! O amor não é matéria! O amor não é dirigível!

O amor é psicossomático! O amor é pessoal e intransmissível!  O amor é incontrolável! O amor transcende todas as definições!

ying yang

 

 

Há pessoas, que deviam ser admoestadas, por conduzirem a vida com excesso de velocidade!

Há outras, que mereciam uma coima, por quase adormecerem ao volante da vida…

A carta

 

“Chega sempre a hora em que não basta apenas protestar: após a filosofia, a acção é indispensável ” – Victor Hugo

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     Soprei a lágrima incandescente que me sucumbia aos poucos

     Rasguei o soneto de sangue que trazia ao peito

     Limpei a música diáfana de falsas auroras vestida

     E agora… enterro a amargura velada, de promessas estreitas!

 

 

“As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir…”

orquidea

 

Quase diariamente, despedi-me… Devagar, com o coração partido, triste mas conformada

Quando me disseram que tinhas partido, tive uma reacção estranha, quase insípida, quase desnuda de sentimento

Depois… depois, apercebi-me que o adeus seria para sempre, não te voltaria a ver!

O meu egoísmo quer-te aqui! A minha razão deixa-te ir…

Conheço-te desde sempre… Dentro de mim, viverás para sempre!

Deixas-me na memória a tua força de vontade, a garra de viver, os silêncios prolongados e o olhar perscrutador, mas doce… Deixas-me no ouvido as palavras duras de quem me quer bem… Deixas-me tanto, que tenho dificuldade em te deixar ir… mas, vai… porque aqui, junto a mim, ocupas uma segunda cadeira, neste espaço intimo e sagrado que só a mim pertence!

Lamento não te ter dito, nunca, o que significavas para mim! Tenho esta dificuldade, desculpa! Mas significavas tanto! Tanto…Por isso me dói profundamente, por isso chorei copiosamente a tua partida, por isso ainda me ocorrem lágrimas quando me lembro que te apartaste…

Prometo, que tentarei apenas pensar nos risos e brincadeiras, nos almoços e festas, na companhia que tanta saudade me faz… prometo, que tentarei apenas pensar nos momentos bons…

Lembrar-me-ei de ti… sempre…

 

 

fragmentos

 

 

Parte-se o bule, derrama-se o líquido, inala-se a fragrância que ferve e limpam-se os fragmentos quentes espalhados no ocaso.

No alvor, fita-se o brilho de uma ametista em bruto e inicia-se o arrife no trilho difícil que se avizinha.

Tropeçando aqui e ali, avança-se hesitante na sombra do bem e do mal, colhendo suores cansados e risos perdidos.

Depois de encetada a caminhada numa vereda estreita, não há recuo passível de se considerar; ou se segue incólume de pensamentos trôpegos e sem vigor ou, a silhueta de um plano tangível mancha o percurso, oferecendo angústias ao indolente peregrino.

raul solnado

 

Morreu um homem admirável!

Raúl Solnado, um artista ímpar, piadista com classe e intemporal (vide A guerra),  um peso-pesado no nosso, pequenino, universo artístico. Fiquei triste, como sempre fico, quando morrem pessoas assim… Não o conhecendo pessoalmente, respeito-o e admiro-o pela pessoa boa que acredito ter sido, pela eterna criança de olhos brilhantes e sorriso infantil que contagiava todos e pela generosidade que lhe apontam, como sendo seu apanágio!

Dizem que teve uma vida plena, bem vivida… Desejo que sua memória perdure, como homenagem aos risos francos que das nossas fazem parte…

“Façam o favor de ser felizes!”

cortina

 

 

“Leve, como uma coisa que começasse, a maresia da brisa pairou sobre o Tejo e espalhou-se sujamente pelos princípios da Baixa. Nauseava frescamente, num torpor frio de mar morto. Senti a vida no estômago, e o olfacto tornou-se-me uma coisa por detrás dos olhos.  Altas, pousavam em nada nuvens ralas, rolos, num cinzento a desmoronar-se para branco falso. A atmosfera era de uma ameaça de céu cobarde, como a de uma trovoada inaudível, feita de ar somente.

Havia estagnação no próprio voo das gaivotas; pareciam coisas mais leves que o ar, deixadas nele por alguém. Nada abafava. A tarde caía num desassossego nosso; o ar refrescava intermitentemente.

Pobres das esperanças que tenho tido, saídas da vida que tenho tido de ter! São como esta hora e este ar, névoas sem névoa, alinhavos rotos de tormenta falsa. Tenho vontade de gritar, para acabar com a paisagem e a meditação. Mas há maresia no meu propósito, e a baixa-mar em mim deixou descoberto o negrume lodoso que está ali fora e não vejo senão pelo cheiro.

Tanta inconsequência em querer bastar-me! Tanta consciência sarcástica das sensações supostas! Tanto enredo da alma com as sensações, dos pensamentos com o ar e o rio, para dizer que me dói a vida no olfacto e na consciência, para não saber dizer, como na frase simples e ampla do livro de Job, “Minha alma está cansada de minha vida!””

 

in Livro do Desassossego, Bernardo Soares ( het.Fernando Pessoa)

 

duvida 

 

Isto  é ou não é discriminação flagrante e abusiva?

“A exclusão é sempre por comportamento de risco, nunca por grupo de risco…” 

 Hum… Será mesmo? É que depois de ler tudo, tive  dúvidas se o senhor não estará  baralho…

Novo Apresentação do Microsoft Office PowerPointII

 

Recentemente, vi uma reportagem numa televisão nacional, a propósito de um “estudo”para verificar a necessidade de se criarem centros de cuidados paliativos para crianças. Os entrevistados, (especialistas de pediatria em várias valências) uniram vozes para deixar claro, que assim como nos adultos, há crianças com doenças raras, genéticas e/ou degenerativas, que merecem e devem receber cuidados suplementares, prestados por equipas multi-disciplinares, que lhes faculte alguma qualidade de vida e o controlo da dor, (porque muitos deles têm dor agonizante) enquanto lutam pela vida…

Até que, a/o jornalista afirma que o director clínico do Hospital Pediátrico de Coimbra (cujos funcionários, na sua maioria, merecem todo o meu respeito) se escusou de dar entrevista, não deixando porém, de dizer o seguinte;” Não vejo necessidade de cuidados paliativos para crianças, pois estas, ou curam-se ou morrem”.

Ora eu, que fiquei estarrecida a olhar para a televisão, acho que depois disto, afirmado por alguém que gere um hospital pediátrico, cujo interesse maior deve ser o empenho e esmero nos cuidados e tratamentos prestados aos utentes, fico confusa… Não sei me apetece despoletar a minha melhor(pior) faceta de psicopata, se me apetece fugir… Mixed feelings…

Aparentemente, para este senhor, se a criança não se cura nem morre, deve ser ignorada… azar o dela… Nada de meio-termo! Nada de desempenhar o nosso papel de cidadãos e/ou governo e utilizar o dinheiro que pagamos de impostos da melhor forma! Nada disso! Deve ser sujeita á nossa (deles, dos que pensam de igual forma) indiferença e aguardar pacientemente, pois claro, que a morte a acerque, depois de ter sofrido, física e psicologicamente durante todo o penoso processo!

Se acreditasse  num Deus todo-poderoso, diria: Ele castiga! E castigar-te-á cá na terra!

Não é uma previsão, é um desejo!

 

 

 

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… E os olhos pousam nos recantos escondidos da alma

 E a alma molha-se na chuva outonal, rodopiando e erguendo a face nua

 E a face vira-se e escuta o choro lânguido dos passos que se arrastam

E os passos acuam no sublime caminho do pensamento

E o pensamento livre, fustiga os sentidos e desvanece as exéquias do carácter…